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CORREIOS E TELÉGRAFOS DE NITERÓI
Editor 29/10/2007 12:47
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Rua Visconde do Rio Branco, n°. 481 - Centro.
A primeira sede dos Correios que se tem registro, localizava-se no escritório do jornal O Echo da Vila Real da Praia Grande, na esquina da Rua Direita (atual rua da Conceição) com a rua do Vasco - local onde se entregava e distribuía as correspondências. Entre 1835 e 1858, o serviço de correios passou a funcionar na travessa ao lado da Igreja de São Domingos, o que lhe valeu o nome de Beco do Correio. No ano de 1858, os Correios passaram a funcionar na Rua do Imperador (atual rua Marechal Deodoro), canto com a Rua do Príncipe (hoje Barão do Amazonas) e desde esta época os serviços de entrega passaram a ser efetuados diariamente.
A inauguração da nova edificação dos Correios, em Niterói, surgiu num contexto de profundas modificações no espírito modernizante da cidade. O atual prédio dos Correios e Telégrafos de Niterói foi construído durante o governo do Presidente Marechal Hermes da Fonseca, para abrigar a Administração Postal Regional. Posteriormente, os Correios foram anexados ao serviço telegráfico, para constituir a Diretoria Regional de Correios e Telégrafos.
O prédio teve sua pedra fundamental lançada a 15 de agosto de 1913. Existe uma polêmica entre os estudiosos em relação a autoria do projeto. Enquanto Carlos Wehrs defende que Antônio Vannini foi o autor do projeto, Divaldo de Aguiar Lopes diz que o prédio foi projetado por Manoel Meira de Vasconcelos, que também serviu como engenheiro-fiscal das respectivas obras de construção, executadas pelos empreiteiros Leopoldo Cunha e Cia.
O imponente prédio teve sua inauguração marcada para o dia 14 de novembro de 1914, não por acaso, era a véspera das comemorações republicanas. Este espírito patriótico estava marcado na sua arquitetura eclética, assim como a maioria das outras edificações construídas naquele período.
Edificado em três pavimentos com composição em rigorosa simetria, possui dois torreões que ostentam cúpulas metálicas em forma de barrete e corpo central com avarandados. As janelas de cada pavimento receberam tratamentos variados de ornamentação - algumas delas possuem sacadas com gradil de ferro fundido; outras são de parapeito de alvenaria. A entrada principal se faz por três portas de ferro. Sobre o pórtico de entrada surge um local previsto para a instalação de um relógio, o qual jamais foi utilizado. Arrematando o telhado, a platibanda apresenta elementos decorativos que se correspondem às ornamentações verticais da fachada. Seu interior foi modificado na maioria de seus compartimentos.
Tendo em vista o seu valor arquitetônico, urbanístico e histórico para a cidade, o prédio foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - INEPAC - processo E-18/0001.175/90, em 27/08/90 e, posteriormente, pela Prefeitura Municipal, Decreto n° 6709, de 22 de setembro de 1993.
Retirado do livro "Niterói Patrimônio Cultural", editado pela SMC/Niterói Livros em 2000. |
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