A polícia investiga um suposto estupro sofrido por uma aluna de 13 anos de um tradicional colégio da Zona Sul de Niterói. O crime teria sido cometido por um funcionário da escola e ocorrido dentro de suas dependências. O auxiliar de manutenção J.A., de 46 anos, foi detido, ontem à tarde, depois que a menina F. contou ao padrasto que manteve relações sexuais com o suspeito.
De acordo com o padrasto, um policial militar que pediu para não ser identificado, a garota recebeu, ontem, mensagens em seu celular enviadas pelo acusado, onde ele dizia estar com saudades dela. Ao conversar com a enteada, o policial ouviu dela a confissão de que havia se relacionado com o homem.
"Ela disse que a primeira relação aconteceu em novembro e que depois houve mais uma, ambas ao lado da quadra da escola", relatou o padrasto, revelando ainda que J. teria usado até um colchonete no local do abuso.
Após ouvir o relato da menor, o PM acionou colegas do 12º BPM para prender o suspeito. Para isso, ele convenceu a enteada a marcar um encontro com o funcionário nas imediações da escola, em Icaraí. Ao encontrar a menina ao lado do padrasto, por volta das 14 horas, J. teria negado a acusação de estupro, assim como fez ao ser levado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), no Centro de Niterói.
Segundo o delegado Carlos Henrique Machado, F. será submetida a um exame de corpo de delito que vai comprovar ou não a consumação do estupro, mas antecipou que J. poderá ser indiciado por estupro com presunção de violência.
"Mesmo que ela tenha se deitado com ele por vontade própria, perante a Lei a menor não tem discernimento para decidir sobre a vida sexual. Portanto, trata-se de um ato violento", explicou o delegado, que disse ainda que será preciso investigar se outras meninas se envolveram com o funcionário e também a responsabilidade do colégio no caso. Para isso, ele disse que a direção da instituição será chamada a depor.
A mãe da menina, que é aluna da 6ª série, afirmou que vai acionar judicialmente o colégio.
O Fluminense